domingo, 6 de outubro de 2013

Quem o coração abrigou..

Vem de você, 
não consigo externar sem a tua imagem a puxar, 
a invocar. 

Você tem mostrado bastante de mim 
e de tudo que é 
amarrado a mim.

E só escrevendo é 
que eu sei dizer o 
quando esse bem tem 
me feito bem.

Tem que ser você, 
não importa que digam, 
tem que ser
 clichê 
e ser 
feito.

Eu 
medito
boa energia 
e você 
nem nota.

Não. 
Não diga 
não, 

dê meu beijo de saudade, 

que molha a boca
 e 
seca a alma. 

domingo, 14 de julho de 2013

I - E João por onde foi?

João sentiu que alguém sentia sua falta em algum lugar, não sabia dizer que e pouco menos onde, decidiu sair pra procurar, agarrou o casaco que lhe cobria de frio, arrumou a velha mala com livros de poesias para recitar para o amor que lhe espera em alguma parte do mundo, pegou a antiga mochila e colocou as únicas coisas que lhe acalmava e colocou dentro o cigarro, seu amigo de angústias, os óculos escuros, a blusa vermelha do Ernesto que ganhará de presente, o isqueiro preto, colocou as botinas no pé, não sabia o que encontraria pela frente, acariciou o cachorro, abraçou o gato, alimentou e amou cada um deles como se fosse a última vez que iria vê-los, colocou telefones importante na agenda negra com coral, apanhou lápis, alguns cds, um rádio de bolso, alguns chapéus e se enfio na calça jeans rasgada, agarrou o violão, catou alguns trocados, saiu, sem dar tchau e entrou na estrada sem avisar e cumprimentar quem passava, sabia que algo lhe esperava, não sabia onde, mas acharia, não sabia como. Passou por viadutos, mortes, carros, amores, declarações de paixão súbita, amou alguns pelo meio do caminho, sem nunca perder o foco e o desejo de encontrar tudo, não sabia onde onde o mundo terminava ou onde começava, alçou voos, cumprimentou passageiras negras de forma única, beijos quentes colecionava, guardou algumas bebidas exóticas, alguns abraços fraternos, ouviu boas músicas, sem nunca deixar de procurar e sem esmaecer, não pensou em voltar para seu acalanto momento algum, não sabia onde parar e nem se pararia, queria encontrar um farol de amor, numa ilha chamada coração, no continente conhecido como pessoa, e continuava... continuava... continuava.. sempre continuava... Sentiu saudades do cheiro das pessoas que o cercavam em seu abrigo, lembrou que trouxe uma peça de vestimenta de cada uma delas, matou a vontade de voltar... Será que volto? Um dia se indagou, será que alguém me espera mesmo? Será que devo continuar, as árvores a bater com o vento só lhe traziam falsas conclusões, falsas esperanças, mas a roseira que aguentava o frio, a noite, o vento respondia que sim, que alguém lhe esperava, colocou novamente a mochila nas costas, a maleta na mão e continuou, avante, nobre caçador de paixão...

Será que existe mesmo um farol a esperar você, João?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Até o sol nascer.

Estranho é gostar tanto do seu sorriso sem que não sinta culpa de nada do mundo, estranho é esquecer um pouco, só um pouquinho, do mundo quando não estou nos seus braços, por que envoltos neles estou protegido, como já te disse um zilhão de vezes, me protegem, mas tenho um certo temor deles ficarem protetores demais e sugarem todo o medo que sinto da bolha azul. Temos que sentir um pouco de receio do mundo pra deixar essa vida cinza, um pouco colorida, um tiquinho de adrenalina é melhor. Senão eu prefiro chorar com a certeza que esse paixão me engoliu tanto que tive que pular fora do barco, está cansativo demais remar. Esses receios parecem não estar sendo ruim. Eu não quero deixar esse barco, mas se eu não estiver com vontade de remar, não dá pra continuar. Em momento nenhum estou querendo lhe dizer que vou pular fora, pelo contrário, eu quero continuar, estou vendo o sol no horizonte, quero sentar naquela ilha logo ali, tá vendo? Não? Então verá quando cruzarmos aquela pequena linha horizontal que chamam as boas almas de horizonte do nascer do amor. Rememos juntos, façamos juntos, para que assim não tenhamos problema com a curva que iremos tomar. Iremos longe, se a onda não engolir nosso barco, se ainda ela engolir, tenho que te ensinar como desvira o barco no alto mar, não é mesmo? Quando embarcamos? Ás nove do nascer do sol no porto, te aguardo de braços estendidos?

domingo, 26 de maio de 2013

Praia, fumaça e aquelas nuvens gordas...

Fuga da realidade sombria, conhecer um pouco do mundo que você guarda as escondidas, no mais profundo baú de boas maneiras, um mundo onde as barreiras perigosas só desaparecem, começa a sugir, re-surgir, um quê colorido, em tons de púrpura amarelado, no meio da multidão de pessoas cinzentas e vazias, você parece estar cercado de boas vibrações, emanações, cheiro e sentido, as coisas parecer estar no momento certo de acontecimento, de re-ressurreição. A vida parece estar dando certo. Pela última ou pelo menos uma vez ou umas vezes. Vale a pena.Sinto cheiros de bons tempos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Em forma de poesia.


Me ame, 
mas me ame 
baixinho, 
pois o essencial 
é 
somente a 
alma que 

conhece

...

terça-feira, 23 de abril de 2013

Você no meu eu.

Meu coração pede abrigo no teu, o teu peito me abriga, me acalenta, me emociona, me protege, me guarda, longe de toda a negatividade do planeta azul, a sua luz ilumina o meu abrigo, onde abriga-te com fervor e paixão, você é o dono do lugar, sem pagar moradia, outro morador não se tem e não terá, é lugar único, é abrigo próprio, pedaço do meu peito chama-se você, dono do meu eu.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Viagem ao pé da Lua.


Te coloco no meu trem para estrelas e você verá que tudo que peço é só pra bem querer do nosso amor.
No alto do mais alto pico do céu, vou olhar pras mesquinharias do solo infértil de amor e verei que trouxe no meu trem, com paredes forradas, o bem mais querido que essa terra já conheceu.

Eu trouxe você no meu trem de um bilhão de estrelas escandecentes, meu nego.