quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tão louco quanto Rita.


Voltando ao irreconhecível mundo interior, baixo, calão menor, estranho, de felicidade extrema. Desci da carreira que transporta as pessoas da selva de pedra até o aconchego e me deparo com um poster velho da Rita, pensei Lee, logo, olhei, re-olhei o livro que ainda tentará ler na baixa luz da rua, e tinha escrito uma observação sobre a Lee, pensei Rita aparecendo em todos os dez lugares do mundo, logo se deus quiser, por menor que seja, um dia eu quero ser índio e vou bailar contigo, e tomar banho de sol, voltando as raízes é sempre bom estar em lugares seguros, apesar de ter receios de segurança, por achar que sempre estou em insegurança, mental analmente falando.

Analmente falando, soa pornográfico, palavras ditas por uma freira de vinte e poucos anos que tinha como nome: Rasgadeira, e adorava mandar as pessoas ir procurar um cú, oralmente falando, para chupar, metaforicamente fazendo.

Assino, câmbio.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Papéis trocados.

Era um refúgio e acabei virando o refugiado.

Carta ao Enamorado.

Carta escrita origináriamente ás dezoito horas e trinta e dois minutos do dia primeiro de abril de dois mil e treze, embaixo de uma bela árvore com flores saindo aos galhos, flores cor de vermelho tendo como única vitima e testemunha a lua brilhando. 



Boa tarde, meu caro enamorado:


''Moço do coração acalentador, hoje eu senti uma saudades daquelas que já tentei lhe explicar e nunca consegui, lembra? Aquela que esmaga o meu peito, que amassa como massinha de brincar de criança. Doeu, mas procurei afazeres, afinal tinha sentido o seu bom cheiro dias seguidos e não enjoei, apesar só fiquei com mais vontade de afagar o seu corpo e colar o meu peito no seu. Resolvi escrever essa pequena carta, sentado debaixo dessa árvore frondosa que tem cheiro de flor de campo e que me leva tão longe, tão longe que me perco sempre na volta, coloquei aquela bendita música que me lembra o seu mais lindo sorriso e escrevi, como se o mundo fosse acabar ontem eu escrevi pra você. Me acontece que eu quando não te vejo, quando o sol se esconde, eu passo a procurar você nos olhos alheios, e todos parecem tão mortos e cansados e o seu olhar é tão vivo e alegre, acalentador e acalentado, tão cansado ao final da tarde e ao mesmo tempo tão brilhoso. Até, menino do peito calmo. Espero ver seus brilhos de sorrisos e olhos quando o sol for deitar amanhã, voilá.
Um beijo caliente, mon amour.''

sexta-feira, 22 de março de 2013

Doce e quente, Verônica.


Era como se todos os momentos que a rodeavam tivessem cessado, não era necessário lhe fazer medrosa, lhe fazer com remorsos da vida, sofrerá muitas vezes com falsos amores, que ela tão frágil, tão doce, tão solene, acreditava ser verdadeiro, ser um amor de conto de fadas na maior realidade possível. Ela perderá a sua doce meiguice em frações de dias e foi se tornando densa, fria, sem nem mesmo amor próprio e voltou ao seu recanto natural das coisas, ao seu recanto natural de dor e se martirizava de tal forma que a sua dor lhe tornou um ser a parte e de tal forma que a comandava e a cada dia mais iria se afastando do que antes lhe tirava sorrisos e gargalhadas e se aproximando do que somente lhe dava desamor e se isolava se retorcia, se viciava na própria dor e já me lembrará do por que falsos corações lhe mostraram dores, não acreditava no ser humano.

E desacreditava se apegava a coisas aéreas e que não lhe chamava tanta atenção, mais se apegava a casos furtivos, a prazeres podres, densos e lhe afastará de pessoas benévolas, de corações calmos, para atirar-se de cabeça em um abismo que não tinha fim, jogou-se, mas um olhar de pena a seguia que se agarrou de forma brusca num pensamento próprio, o pensamento de salvação, de redenção. Uma ultima chance a felicidade, a ternura e se conseguisse acreditar lhe daria tudo de mais puro que continha dentro do peito, teria medo, claramente visível, teria vergonha, seria novamente doce, meiga, gentil, como há tempos não era, voltou a escutar boas e solenes músicas, bons e novos livros para se deliciar, doces e calmas conversas passou a fazer, voltava a escrever sobre a dor, esquecerá a todos os injurio que fora submetidas desde o principio, desde o começo da vida.

Queria ser feliz, pelo menos um pouco, sem rancor, sem dor, sem medo, sem traumas, queria de alguma forma confiar de olhos fechados, de coração aberto, sem contar com pensamentos triviais de desconfianças, ciúmes a ponto de afastar amigos do seu circulo de vida, não queria se sentir só, queria somente adoçar o café da vida e sentir doce e não amargo como outrora, queria ser feliz e pura, pura no corpo e na alma, na mente e no coração, puro como os arcanjos do céu tocadores de arpa.

E conseguirá, encontrará amor, felicidade e tudo isso junto a um homem que somente sorrisos lhe retirava.

Sentia-se pura como as nuvens e os pássaros do céu azul.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Um tanto seguro.

Envoltos em tão belos e aconchegantes braços, o mundo parece não ter tantas fobias, não parece amendontrar tanto. Proteger-me por debaixo das suas asas é como estar de mãos dadas com os arcanjos divinos mensageiros do céu, ouvindo o ressoar das arpas que parecem ser afinadas por Deus, é parecido com a sensação de estar num jardim belo e macio e dormir horas e horas e acordar na mais calma e solene vida. A sua proteção é como uma invocação aos sentimentos naturais infantis, como um brincar tarde a dentro com crianças, é estar em paz e completo, mas mesmos todas as metáforas e comparações não serviriam de nada, pois estar com você, por debaixo de tuas asas, com a cabeça sobre seu peito é um sentimento de coração duplo e ao mesmo tempo único, é ser e estar você.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Iracema, deusa vermelha.



Ô Iracema, pequena.
Ô Iracema, morena.

Iracema, da cor morena.
Morena cor avermelhada.

Iracema, miúda.
Iracema, da beleza escura.
Ô Iracema, pequena.

Pintada com o urucum.
Vai na mata.
Agradecer pela aldeia.

Ô Iracema, morena.
Iracema na cachoeira.
No alto da pedreira.

Beleza a expandir.
Iracema das águas doces.
Cândidas águas.

Ô Iracema, morena.
Ô Iracema, pequena.

Listras no rosto de Iracema.
Força e coragem.
Ao subir a cachoeira.
Se faz refletir no véu da moça.

Iracema, beleza extrema.
Iracema, deusa da mata.

Iracema, cocar de pena.
Iracema, linda morena.

Ô Iracema, índia guerreira.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pra ti.

Vez ou outra eu me perco no seu sorriso congelado, guardado e perpetuado na fotografia antiga, conservada, na cabeceira de meu ponto de repouso.
Vez ou outra eu me lembro do seu olhar angelical, inocente, acalentador em direção a minha figura.
Vez ou outra eu me lembro do seu carinho tentando acalmar meu massacrado coração que é seu.
Vez ou outra eu me lembro das palavras ressoando no meu ouvido bem baixinho como só você sabia dizer.
Vez ou outra eu me lembro de você.
Vez ou outra.
Quase.
Sempre eu me lembro de você.